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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

Foto: https://www.google.com/

 

 

CHARLES EDWARD EATON

( U. S. A. )

 

Charles Edward Eaton (June 25, 1916 – March 23, 2006) was an American poet and professor.

Ele nasceu em Winston-Salem, NC Eaton recebeu seu diploma de bacharel da Universidade da Carolina do Norte em 1936, estudou em Princeton e recebeu seu diploma de mestrado em Harvard , onde trabalhou com Robert Frost , que mais tarde o recomendou para o Bread Loaf Conferência de Escritores .

Eaton atuou como vice-cônsul no Brasil, 1942-1946, e como professor de escrita criativa na UNC, 1946-1952.

 

TEXTS IN ENGLISH – TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

MARQUES, Oswaldino.  Videntes e sonâmbulos: coletânea de poemas norte-americanos.   Rio de Janeiro: Serviço de Documentação, Ministério da Educação e Cultura, 1955;  300 p.
                                                    Ex. bibl. Antonio Miranda

 

GIRLS IN WHITE

O look: the girls in white
With colls of yellow hair!
Where did they sleep last night —
In what house: in whose care?

Look: they walk hand in hand
Under white parasols.
Can´t we make them understand
A dog waits by the walls?

Who let them walk alone,
Their eyes still pure withs sleep?
A bad boy with a stone
Will hold their beauty cheap.

Immaculate of gear
They breathe the air of peace,
Remote from grief and fear
Since no one spoke of these.

Someone should stop the now
Before the night comes on;
A stranger with somber brow
Waits beyond the lawn.


LOVE SONG

O come to me here at the edge
Of the world where the fufted sea
Beats like a bell tone on the ledge
Of the end of things, the end of me.

Does the land still sprout buds of death
Inland on the sensual bed?
I believe that the world´s pure breath
Will stir rose among the dead.

Yo have clung in fold of man,
Sheep-like man, learned the body´s route
And aped the passions of the clan;
You have fondled the human brute.

Beyond the limits of the flesh
I wait for you.  Here at the world´s rim
I salute the soul, tear the mesh
Of body, hail the seraphim.

This is the coast of repentance,
I wait for you.  This is the citadel
Within man, beyond his sentence;
I wait where the sea beats like a bell.


I SNAKE

Watching the terrible lithe loveliness
Of the snake rise in a gleaming arc of power straight
To the white unsuspecting flesh, I feel a shuddering
orgasm of  distress

Through the placid afternoon. Until the lightening-lifted
head.
Beautiful and murderous struck, fell limp from the body
of desire,
Leaving it crumpled  in the grass, I would not have said

Nature could be so futilely beautiful, could let
Spring form itself such silver-soaring strength and grace,
Taking in pure sleeping tenderness itself as target.

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS


MENINAS DE BRANCO

Olhem: meninas de branco
E as louras tranças que têm!
Onde dormiram ontem à noite
Onde? Aos cuidados de quem?

Olhem: ali passam, mãos dadas
Sob brancos guarda-sóis.
Livrá-las do cão à espreita
Quem poderá dentre nós?

Quem as deixou ir sozinhas,
Olhos que o sono lavou?
Um mau menino, uma pedra
Quebraria seu frescor.

De vestes imaculadas
Respiram a brisa da paz,
Distante da dor, do medo
Que não souberam jamais.

Deve alguém sustá-las, já,
Antes da noite baixar,
Que além do relvado há
Um estranho de estranho olhar.

 

       Trad. de João Cabral de Melo Neto

 

 

CANÇÃO DE AMOR

Caminha para mim, na orla do mundo,
Onde o mar em escamas, ao bater,
Ressoa como um sino sobre o extremo
Das coisas, o extremo do meu ser.

Na terra, no sensual leito dos mangues,
Outras flores-da-morte darão brotos?
Creio no puro sopro do universo
Estimulando rosas entre os mortos.

Tu te imiscuíste no rebanho de homens,
No seu redil, e seguiste o caminho
Do corpo e das paixões do clã; e deste
Ao animal humano o teu carinho.

Para além do perímetro da carne
Eu espero por ti. Sobre os confins
Do mundo, saúdo a alma, e os tecidos
Do corpo eu rasgo, e surgem serafins.

Esta é a falésia do arrependimento,
Onde te espero.  O reduto divino
Dentro do homem, além do pensamento;
Espero onde o mar canta como um sino.

Trad. de Domingos Carvalho da Silva


A SERPENTE

Observando a tremenda e flexível graça
Com que a serpente, ávida, atirou-se,
Como fulgurante arco de energia,
A branca e desprevenida carne —
Senti romper-se a calmaria da tarde
Num violento espasmo de repulsa.

Antes de ter a bela cabeça traiçoeira,
Célere como um dardo, o alvo atingido
E recuado, lassa, do corpo do desejo,
Abandonando-o engelhado na relva,
Jamais me ocorreria que a Natureza
Pudesse ser tão perdulariamente bela,
Expedir de si tal graça,
Achando o seu fim na pura e sonolenta ternura.

 

            Trad. de Oswaldino Marques

 

*

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Página publicada em junho de 2022

 

 

 
 
 
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